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JULIANO CORRÊA PSICANALISTA


O instante eterno
Alice perguntou para o coelho: “quanto tempo dura o eterno”; o coelho respondeu: “às vezes, apenas um segundo”. Há uma grande chance de você já ter lido (e se encantado, assim como eu!) essa passagem de “Alice no País das Maravilhas”. Eu não quero ser um destruidor de ilusões, mas esse diálogo simplesmente... nunca aconteceu. Lewis Carroll nunca escreveu esse trecho em nenhum dos dois livros da Alice (se existe em algum filme mais recente, eu não sei, mas aí tu estás exigindo

Juliano Corrêa
19 de dez. de 2025


Quanto tempo passou?
Não faz muito tempo, contei determinada situação para uma pessoa especial. Era uma história na qual eu reclamava a demora para um acontecimento, mesmo que este fosse inesperado. Ela objetou: “mas não foi tanto tempo assim”. Eu não respondi; talvez por ela ser especial, mas principalmente porque meu pensamento é lento: tendo a pensar as coisas a posteriori, o que já é interessante para o tema desta crônica, pois remete ao conceito psicanalítico da temporalidade (mas não vamos

Juliano Corrêa
21 de fev. de 2025


O lugar que se amou
Eu adoro memes. É sério. Gosto muito! Não só, claro: também procuro o que me interessa e me mantenho informado através da internet. Eu também fico sempre muito desconfiado, como todos nós devemos ficar, não só com notícias, mas quando vejo alguma citação ou situação contada. Será que é isso mesmo? Sempre temos de conferir: é impressionante, ainda hoje, que pessoas engulam, sem nem engasgar, qualquer coisa que veem ou recebem pelas mídias sociais. Espero que você não seja uma

Juliano Corrêa
1 de dez. de 2023


A espera
“Estou apaixonado? – Sim, pois espero. O outro não espera nunca. Às vezes quero representar aquele que não espera: tento me ocupar em outro lugar, chego atrasado; mas neste jogo perco sempre: o que quer que eu faça, acabo sempre sem ter o que fazer, pontual, até mesmo adiantado. A identidade fatal do enamoramento não é outra senão: sou aquele que espera”. (Foi assim que eu comecei este texto, “A espera”, publicado em 2006 (veja só...) no Boletim Informativo do CEP (onde fiz

Juliano Corrêa
29 de set. de 2023
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