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JULIANO CORRÊA PSICANALISTA


Gente ruim (o golpe)
Gente ruim e, por consequência, golpes sempre existiram. Assim como as coisas boas, vão evoluindo conforme novas ferramentas vão surgindo. Hoje em dia, há uma profusão de golpes virtuais obviamente; também são abundantes os avisos para nos protegermos. Algumas artimanhas são muito bem elaboradas mesmo; outras, nem tanto. São com essas últimas que eu sempre me irritei. Até recentemente, quando uma notícia de jornal fez eu perceber algo claro (e que eu já sabia). Uma vez eu vi

Juliano Corrêa
3 de out. de 2025


Eternamente responsável
Há tempos eu penso em escrever uma crônica sobre O Pequeno Príncipe; esta provavelmente não será a única. Em várias outras, como em uma recente,[1] eu acabo escorregando, às vezes sem querer mesmo, em outras, propositalmente, para alguma metáfora que me leva ao livro. Ele é de uma riqueza extraordinária, sem fim. Eu já falei que costumava fazer as alunas lerem livros para fazerem trabalho nas aulas de psicanálise (e de ética também!). Era assim: ler o livro (obviamente) e es

Juliano Corrêa
12 de jul. de 2025


Protocolo Jordan
Você conhece (ou, ao menos, já ouviu falar de!), com certeza, Michael Jordan. Não precisa gostar de basquete. Assim como não precisa acompanhar futebol para saber quem foi Pelé, curtir boxe para saber de Muhammad Ali, entender de física para já ter ouvido falar de Albert Einstein. Jordan está nesse patamar: pessoas que, devido aos seus dons e feitos especiais, transcendem sua área de atuação. Michael Jordan está na história como um dos maiores esportistas de todos os tempos,

Juliano Corrêa
6 de jun. de 2025


Verdade sem amor
Cazuza cantava: “mentiras sinceras me interessam”. Também interessavam “raspas e restos”, “migalhas dormidas (do teu pão)”, “pequenas porções de ilusão”. Claro, fazia parte do contexto da clássica canção (e eu diria também da época) do Barão Vermelho “Maior Abandonado”. Mas eu não estou nem um pouco interessado em mentiras (mesmo as sinceras) agora. Por mais que as mentiras, ainda mais as sinceras, tenham uma vantagem paradoxal: elas não enganam. Como assim? Não são para enga

Juliano Corrêa
24 de jan. de 2025


Os três pontinhos...
A vida é recheada de mistérios; essa talvez seja uma de suas qualidades mais inerente. Há muito tempo, eu li o sensacional livro de Jonathan Swift, “As viagens de Gulliver” (se você não leu, leia sem receio, não vai se arrepender), que, aliás, não tenho mais, perdeu-se, assim como outros, naquele esquema de emprestar livros (e que nunca voltam...). É uma sátira estupenda sobre a condição humana, eu diria (e escrita em 1726!). Eu fiquei super impressionado ao ver palavras que

Juliano Corrêa
13 de dez. de 2024


O desastre de não ser encontrado
Winnicott é realmente espetacular. Há um artigo maravilhoso e muito importante de sua obra, de 1963, “Comunicando e não comunicando levando ao estudo de certos opostos” (fiz uma tradução própria – e tosca, mas com sentido – por não achar a “oficial” boa – note a petulância...), está no livro “O ambiente (facilitador) e os processos de maturação. Existem belas e profundas análises sobre este texto, como a do professor Fábio Belo e, principalmente, a de Thomas Ogden em seu mais

Juliano Corrêa
13 de out. de 2023


A espera
“Estou apaixonado? – Sim, pois espero. O outro não espera nunca. Às vezes quero representar aquele que não espera: tento me ocupar em outro lugar, chego atrasado; mas neste jogo perco sempre: o que quer que eu faça, acabo sempre sem ter o que fazer, pontual, até mesmo adiantado. A identidade fatal do enamoramento não é outra senão: sou aquele que espera”. (Foi assim que eu comecei este texto, “A espera”, publicado em 2006 (veja só...) no Boletim Informativo do CEP (onde fiz

Juliano Corrêa
29 de set. de 2023
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