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JULIANO CORRÊA PSICANALISTA


O monumento musical
Crianças, pequena lição de história. Antes, pequeno parêntesis: você sabe né que quando alguém chama pessoas adultas de “crianças”, é porque é velho e quer inverter o jogo! Eu sou velho, e não estou querendo ignorar isso, é só brincadeira. Mas a lição é verdadeira e válida! É a seguinte: quando gente da minha geração tinha seus vintes anos, pesquisávamos, obviamente, para fazer os trabalhos acadêmicos (e gente mais velha ainda fazia essas pesquisas para teses de doutorado! S

Juliano Corrêa
17 de out. de 2025


O colorido da vida
Eu andei lembrando de algumas coisas que se conectaram. Anos atrás, eu tive a oportunidade de participar da elaboração de um trabalho terrível. O “terrível” aqui tem de ser explicado: ele era ótimo, mas difícil até de ler por causa da extremidade das dores envolvidas (no fim, era mesmo o objetivo inicial da autora!). Era sobre luto, mas um luto diferente, que é a perda de um filho. Mais ainda, era sobre o luto da perda de um filho na qual os próprios pais estavam envolvidos

Juliano Corrêa
7 de set. de 2024


As frases maravilhosas
Alguns escritores têm a sensacional capacidade de abrirem seus textos com frases maravilhosas. Às vezes, até no título! Eu lembro de três livros que eu li exclusivamente por causa do título. “Sonho de uma noite de verão” foi a primeira peça de Shakespeare que li. É boa (não considero das suas melhores), mas o título... Só ele para mim já vale, desperta tanta coisa, traz e cria tantas memórias e sensações em mim... eu fico fascinado de alguém conseguir inventar um título desse

Juliano Corrêa
8 de dez. de 2023


O texto vivo
Há pouco, eu publiquei uma crônica[1] na qual, bem no início, por causa de uma simples mudança do título inicial que eu havia pensando, comentei como era interessante a sensação de que um texto vai assumindo vida própria, modificando-se e tomando seus próprios rumos, alheio à nossa vontade e/ou planejamento, como se se produzisse por si só. Isso não é, por certo, nenhuma novidade, eu mesmo já ouvi várias vezes escritores falando, cada um a sua maneira, desse tipo de coisa. Eu

Juliano Corrêa
27 de out. de 2023


O baldinho: o invencível
Não sou especialista em psicologia/psicanálise infantil; por isso mesmo, não atendo crianças. Dito isso, sempre me chamou a atenção quando pessoas (também não necessariamente especialistas) reclamam de as crianças de hoje estarem mais voltadas para tablets ou afins do que para brincar na rua, por exemplo, com outras crianças. Fala-se de perda de sociabilidade e também de outras perdas que, ao menos para mim, não ficam muito claras. Às vezes, parece-me que há uma ponta (de u

Juliano Corrêa
19 de mai. de 2023
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