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JULIANO CORRÊA PSICANALISTA


O comum
Se você me acompanha um pouco, sabe que eu sempre coloco fotos e músicas associadas ao que escrevo (às vezes, só no Instagram, geralmente está aqui também – eu não coloco imagem nos textos psicanalíticos aqui... afinal, o que é a vida sem algumas manias, né? Mas é para diferenciar também). Tanto as fotos como as canções, são todas pessoais: de alguma forma, elas têm alguma relação com o que escrevi, mesmo que seja sutil e que seja (sempre) só para mim. Não tenho o menor inter

Juliano Corrêa
10 de nov. de 2023


A cidade e o escritor
Eu realmente não lembro do nome (e nem da história!) de um filme que vi uma vez, há tempos, mas uma cena nunca me saiu da memória (foi só esta cena que vi, na verdade, talvez por isso eu não lembre de nada!): um escritor jovem, lutando contra as dificuldades de escrever, trava um diálogo com um escritor mais experiente e (parecia ser) seu mentor. O mais velho aconselha o mais novo a investir nas angústias contraditórias que sente em relação a cidade onde nasceu (e vivia?), po

Juliano Corrêa
1 de set. de 2023


O bebê
Todos nós já tivemos dias ruins. Eu mesmo já tive vários! Sinto-me mal em falar do que irei. Não é pela exposição, importava-me muito mais com isso quando era mais novo. É porque “vozes na minha cabeça” estão dizendo: “tu estás falando de um dia ruim vivendo na zona sul e indo na praia, quando pessoas estão morrendo de fome (e de outras coisas), sofrendo para valer, ralando o cú para trabalhar (e isso se conseguirem um trabalho), etc.”. E eu concordo com as vozes. Concordo mu

Juliano Corrêa
11 de ago. de 2023


A noite mais feliz da minha vida
Quem me lê, sabe que sou dramático; também sabe da minha questão com títulos, de querer criar bonitos, querer impactar, e nem sempre serem exatos ao que eu escrevo, pois podem ser um exagero. Este é mais um caso desses: tenho alguma dúvida se foi a noite mais feliz... mas é uma principal concorrente. The Police, banda formada por Sting (vocal e baixo), Andy Summers (guitarra) e Stewart Copeland (bateria), surgiu em 1977, em pleno no “movimento” punk, ainda que eles fossem mu

Juliano Corrêa
28 de jul. de 2023


A morte de uma cidade
Uber/táxi é a morte de uma cidade. Eu sou (sempre fui) dramático (o que é diferente de fazer drama, algo que minha análise “consertou” muitos anos atrás), então, tenho de explicar esta frase que é, sim, dramática. Ah, e só para esclarecer: achei o Uber uma bela invenção, utilizo-me muito, assim como, ainda hoje também, do táxi; desta forma, tirando questões mais detalhadas, nada contra nenhum dos dois. Afinal, este texto não é sobre eles exatamente. Eu gosto de viajar; para

Juliano Corrêa
2 de jun. de 2023


O baldinho: o invencível
Não sou especialista em psicologia/psicanálise infantil; por isso mesmo, não atendo crianças. Dito isso, sempre me chamou a atenção quando pessoas (também não necessariamente especialistas) reclamam de as crianças de hoje estarem mais voltadas para tablets ou afins do que para brincar na rua, por exemplo, com outras crianças. Fala-se de perda de sociabilidade e também de outras perdas que, ao menos para mim, não ficam muito claras. Às vezes, parece-me que há uma ponta (de u

Juliano Corrêa
19 de mai. de 2023
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