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JULIANO CORRÊA PSICANALISTA


Eu te escuto...
Outro capítulo do meu histórico de faísca atrasada. Eu já falei que eu sou um tipo péssimo para debates, pois tenho uma impossibilidade de pensar respostas na hora.[1] Em cima dessa minha dificuldade, vou desenvolver alguns pensamentos que vêm disso. Eu odeio vários tipos de pessoas. Um desses tipos, provavelmente por causa dessa minha lentidão, são aquelas pessoas que exigem sempre um posicionamento sobre seja lá o que for que estiverem falando. Algumas vezes, é claro, eu t

Juliano Corrêa
24 de abr.


Crime... e o pior dos castigos
Não faz muito, eu li uma das notícias mais engraçadas da minha vida. Dei gargalhadas! Mito Bolsonaro está preso, todos nós sabemos. É cômico, ou, no mínimo, uma ironia do destino o apoiador que dizia que era um absurdo bandido reclamar das condições da cadeia, que tinha de parar de mimimi e encarar as coisas como macho, agora choramingando que não tem manteiga no seu lanchinho (talvez para ele performar novamente aquele show grotesco de falar com a boca cheia depois de molhar

Juliano Corrêa
20 de mar.


O instante eterno
Alice perguntou para o coelho: “quanto tempo dura o eterno”; o coelho respondeu: “às vezes, apenas um segundo”. Há uma grande chance de você já ter lido (e se encantado, assim como eu!) essa passagem de “Alice no País das Maravilhas”. Eu não quero ser um destruidor de ilusões, mas esse diálogo simplesmente... nunca aconteceu. Lewis Carroll nunca escreveu esse trecho em nenhum dos dois livros da Alice (se existe em algum filme mais recente, eu não sei, mas aí tu estás exigindo

Juliano Corrêa
19 de dez. de 2025


Os limites do corpo
“Amadeus”, do genial cineasta Milos Forman, é um dos melhores filmes que eu vi na vida. Conta a história de Mozart e a relação/rivalidade que Antonio Salieri tinha com ele. Salieri era o compositor da corte de José II, arquiduque da Áustria, foi bem famoso em sua época. Parecia satisfeito com a sua vida até o aparecimento de Mozart gerar uma inveja doentia que conduz os acontecimentos do filme. Essa história é fictícia: deriva das peças de teatro de Alexander Pushkin e de Pet

Juliano Corrêa
26 de set. de 2025


Os dóceis
Há uma estupenda (com sempre) novela de Dostoiévski intitulada “A dócil”, de 1876, uma das, como o autor chamou, narrativas fantásticas, junto da não menos assombrosa “O sonho de um homem ridículo”. Mesmo eu não sendo crítico literário (bem longe disso), gosto de falar dessas coisas; porém, não é o momento. “Então por que começou falando disso?”. Calma. Em primeiro lugar, eu acho sempre bom quando se pode oferecer uma boa indicação de leitura. Em segundo lugar, eu não acredit

Juliano Corrêa
1 de mar. de 2024


A primeira vez
Para mentes poluídas, este título talvez possa dar a ideia errada. Mas se você chegou aqui por causa disso, não desista, siga: talvez você goste. Eu era muito ativo no CEP de Porto Alegre, onde fiz minha formação psicanalítica. Dentre outras coisas, eu participava de comissões da instituição, dentre as quais, a comissão científica (acho que era esse o nome), que criava os congressos e eventos científicos (por isso mesmo o nome!), mas também além. Nós tínhamos a “Sexta-feira

Juliano Corrêa
4 de ago. de 2023
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