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JULIANO CORRÊA PSICANALISTA


O novo
Mais de uma vez eu falei aqui sobre a dificuldade que eu vejo que a maioria das pessoas têm com o novo, aquilo que é absolutamente novo (assim como o desejo de retornar a formas anteriores, o que meio que dá no mesmo).[1]Semana passada, ao abordar outra dificuldade, a de aceitar algo sem explicação,[2] eu deixei a porta aberta para esse tema correlato que há muito tempo ocupa a minha mente, desde uma forma mais geral, até uma mais específica. A parte mais geral tem inúmeras

Juliano Corrêa
há 5 dias


As continuações...
Quando eu assisti ao filme Um Lugar Silencioso – parte II, animei para escrever esta crônica. Eu não gostei. Ainda que não tenha achado o filme ruim! Não, eu achei um ótimo filme. Como, então, que eu não gostei? É que, como toda a sequência, eu fui com a expectativa criada pelo primeiro filme, que é magnífico porque é uma experiência diferente, inovadora. Seu sucessor é um excelente filme de ação e suspense, mas comum, com clichês, coisas que já vimos. Justamente eu não gost

Juliano Corrêa
4 de abr. de 2025


O fim da história
Há um episódio da ótima série de comédia The Big Bang Theory, no qual Amy diz para seu namorado, o genial e maluco Sheldon, que ele tem um problema com closure, ou seja, ele não consegue deixar as coisas sem um encerramento. Passam-se, então, várias cenas muito engraçadas nas quais ela tenta reprogramar seu cérebro, colocando-o em situações que ele fica impossibilitado de encerrar determinadas tarefas. Obviamente, sua tentativa não é bem sucedida. Eu revi esse episódio dias d

Juliano Corrêa
7 de fev. de 2025


As reuniões
Eu publiquei uma crônica sobre a minha ida ao show do The Police em 2007.[1] Ali, eu contei todo o meu desespero para ir (e pavor pelo risco de não conseguir), por ter pensado que nunca mais teria esta oportunidade: eu meio que “sabia” que a chance seria única, que eles nunca mais se reuniriam novamente para uma turnê (estou certo até agora, e o tempo está a meu favor nisso!). É só conhecer a história da banda para saber disso, não é nenhuma grande percepção. Ainda que tenham

Juliano Corrêa
31 de dez. de 2024


A REGRESSÃO
Primeiro texto publicado do braço do tempo para o projeto de estudar a possibilidade do acaso na psicanálise.

Juliano Corrêa
5 de set. de 2023


A primeira vez
Para mentes poluídas, este título talvez possa dar a ideia errada. Mas se você chegou aqui por causa disso, não desista, siga: talvez você goste. Eu era muito ativo no CEP de Porto Alegre, onde fiz minha formação psicanalítica. Dentre outras coisas, eu participava de comissões da instituição, dentre as quais, a comissão científica (acho que era esse o nome), que criava os congressos e eventos científicos (por isso mesmo o nome!), mas também além. Nós tínhamos a “Sexta-feira

Juliano Corrêa
4 de ago. de 2023


Fotografias da alma
Antes de qualquer coisa: adoro títulos bonitos/marcantes, mas nunca fui capaz de os criar; contudo, continuo tentando. Aqui de novo. Neste caso, pode ser desastroso: alma dá uma ideia mais espiritual, e isso não pode estar mais longe do que quero falar. Eu estou pensando no sentido do “aparato anímico” de Freud, Seelenapparat. “Alma” (Seele) não tem essa acepção mais mística e espiritual em alemão como tem em português (então, vai escrever em alemão né!). O que eu tenho em me

Juliano Corrêa
23 de jun. de 2023


A TRANSITORIEDADE E O FUTURO
Uma pequena reflexão sobre o texto de Freud “A Transitoriedade”, que é uma ferramenta valiosa para pensarmos o tempo na psicanálise.

Juliano Corrêa
1 de mai. de 2023


"A vida segue..."
É interessante o que a internet nos traz aleatoriamente sem estarmos procurando; ok, nem tão aleatoriamente assim, há o tal algoritmo mostrando coisas semelhantes ao que já foi visto, parece que é o novo “desejo inconsciente”. Eu fui pego de surpresa, no YouTube, por uma série (acho que é) do Brian Johnson, o segundo vocalista da história do AC/DC, na qual ele entrevista músicos em uma van. O meu espanto foi o ver entrevistando o Sting! Parecia uma coisa tão sem parentesco! A

Juliano Corrêa
20 de abr. de 2023


REINVENTAR-SE - From the Sky Down, e o Achtung Baby e a Zoo TV do U2
O filme From The Sky Down, de 2011, dirigido por Davis Guggenheim, é um dos melhores que já vi sobre música. Mostra o processo de desenvolvimento do álbum do U2 Achtung Baby, de 1991, contado pelos próprios, sobre a drástica mudança que fizeram na sua sonoridade e imagem. “Produzir Achtung Baby foi a razão para ainda existirmos”, disse Bono. É delicioso ver toda a dinâmica e processo de composição da banda, da relação com a música, o interessantíssimo papel de Bono. Em um ens

Juliano Corrêa
7 de abr. de 2023
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