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JULIANO CORRÊA PSICANALISTA


O tal movimento punk
Esta é a legítima "crônica anunciada" (mesmo que ninguém tenha lido o anúncio). O livro “Mate-me por favor: uma história sem censura do punk”, de Legs McNeil e Gillian McCain, em dois volumes, foi uma das coisas boas (tinha de ter alguma coisa boa né!) que tive no isolamento da pandemia. Eu gosto muito de ler livros sobre história (em geral) da música, de ver documentários e entrevistas, até de gente que não gosto, e este livro foi um dos mais deliciosos. Ele é todo escrito a

Juliano Corrêa
15 de mar. de 2024


Os dóceis
Há uma estupenda (com sempre) novela de Dostoiévski intitulada “A dócil”, de 1876, uma das, como o autor chamou, narrativas fantásticas, junto da não menos assombrosa “O sonho de um homem ridículo”. Mesmo eu não sendo crítico literário (bem longe disso), gosto de falar dessas coisas; porém, não é o momento. “Então por que começou falando disso?”. Calma. Em primeiro lugar, eu acho sempre bom quando se pode oferecer uma boa indicação de leitura. Em segundo lugar, eu não acredit

Juliano Corrêa
1 de mar. de 2024


As frases maravilhosas
Alguns escritores têm a sensacional capacidade de abrirem seus textos com frases maravilhosas. Às vezes, até no título! Eu lembro de três livros que eu li exclusivamente por causa do título. “Sonho de uma noite de verão” foi a primeira peça de Shakespeare que li. É boa (não considero das suas melhores), mas o título... Só ele para mim já vale, desperta tanta coisa, traz e cria tantas memórias e sensações em mim... eu fico fascinado de alguém conseguir inventar um título desse

Juliano Corrêa
8 de dez. de 2023


O desastre de não ser encontrado
Winnicott é realmente espetacular. Há um artigo maravilhoso e muito importante de sua obra, de 1963, “Comunicando e não comunicando levando ao estudo de certos opostos” (fiz uma tradução própria – e tosca, mas com sentido – por não achar a “oficial” boa – note a petulância...), está no livro “O ambiente (facilitador) e os processos de maturação. Existem belas e profundas análises sobre este texto, como a do professor Fábio Belo e, principalmente, a de Thomas Ogden em seu mais

Juliano Corrêa
13 de out. de 2023


"Mas sozinho... é sozinho..."
“História de um casamento” (“Marriage Sory”), filme de 2019, dirigido, produzido e roteirizado por Noah Baumbach, estrelado lindamente por Scarlett Johansson, Adam Driver e Laura Dern, foi um dos melhores filmes que eu vi nos últimos anos. Profundo, sensível, forte, necessário, tudo no ponto certo através de atuações maravilhosas (“só” Laura Dern ganhou o Oscar pela magnífica advogada que interpreta, mas Johansson e Driver foram indicados, assim como o filme também foi para m

Juliano Corrêa
6 de out. de 2023


A espera
“Estou apaixonado? – Sim, pois espero. O outro não espera nunca. Às vezes quero representar aquele que não espera: tento me ocupar em outro lugar, chego atrasado; mas neste jogo perco sempre: o que quer que eu faça, acabo sempre sem ter o que fazer, pontual, até mesmo adiantado. A identidade fatal do enamoramento não é outra senão: sou aquele que espera”. (Foi assim que eu comecei este texto, “A espera”, publicado em 2006 (veja só...) no Boletim Informativo do CEP (onde fiz

Juliano Corrêa
29 de set. de 2023


A REGRESSÃO
Primeiro texto publicado do braço do tempo para o projeto de estudar a possibilidade do acaso na psicanálise.

Juliano Corrêa
5 de set. de 2023


O que é uma boa sessão de análise?
Como outros, este é um daqueles textos que o título é uma pergunta, mas esta não será respondida. Não deveria ter dito isso assim, logo de início, né? Pois é, tenho de trabalhar melhor o marketing... O que me levou a escrever esta crônica foi um pensamento aleatório que me ocorreu frente a algo que já ouvi muitas vezes: a pessoa dizer, geralmente no fim da sessão, que a achou ruim (isso, quase sempre, mais no sentido de ter sido ruim para mim, por a pessoa estar se achando c

Juliano Corrêa
18 de ago. de 2023


PSICANÁLISE ONTOLÓGICA E ACASO - um prelúdio
Um tipo de apresentação geral para o estudo que vamos desenvolver sobre a possibilidade do acaso na psicanálise.

Juliano Corrêa
18 de jul. de 2023


Por que fazer análise?
Por que se analisar? Por que procurar uma pessoa (de confiança) para fazer psicoterapia? Pode ser uma pergunta sem sentido aparente, mas eu acho que existem elementos importantes a se pensar sobre isso. Em uma das minhas primeiras aulas na faculdade, uma colega perguntou para a professora se seria interessante para nós, agora estudantes de psicologia, iniciarmos um tratamento psicoterapêutico. Ela respondeu que todo mundo deveria se tratar, no sentido de que a psicoterapia t

Juliano Corrêa
7 de jul. de 2023


Winnicott, o sucinto
Esta crônica é só para falar do meu assombro e imenso prazer ao ler Winnicott. A simplicidade é insuperável. Ser sucinto e ser consistente, dizer algo de fato em pouco tempo e espaço. Eu tenho enormes dificuldades nisso, preciso de muito espaço para desenvolver uma ideia (e que, por muitas vezes, nem é interessante!), então, repito demais, reafirmo, falo de outro jeito. Estes textos curtos que publico aqui são um verdadeiro desafio para mim (eu os considero curtos, podem hav

Juliano Corrêa
30 de jun. de 2023


O baldinho: o invencível
Não sou especialista em psicologia/psicanálise infantil; por isso mesmo, não atendo crianças. Dito isso, sempre me chamou a atenção quando pessoas (também não necessariamente especialistas) reclamam de as crianças de hoje estarem mais voltadas para tablets ou afins do que para brincar na rua, por exemplo, com outras crianças. Fala-se de perda de sociabilidade e também de outras perdas que, ao menos para mim, não ficam muito claras. Às vezes, parece-me que há uma ponta (de u

Juliano Corrêa
19 de mai. de 2023


Voltar a viver
Há um filme bem antigo, de 1991 (é confuso para mim classificar como “bem antigo”...), “Voltar a Morrer” (“Dead Again”), dirigido por Kenneth Branagh, estrelado pelo próprio e por sua esposa na época, a maravilhosa Emma Thompson. Andy Garcia também tem um papel importante. O filme é muito bom, vale a pena! Eu gostei demais na época por tratar de questões que eu meio que acreditava (ou queria): destino romântico, espiritualidades, carmas, esse tipo de coisa. Como há tempos não

Juliano Corrêa
11 de mai. de 2023


A TRANSITORIEDADE E O FUTURO
Uma pequena reflexão sobre o texto de Freud “A Transitoriedade”, que é uma ferramenta valiosa para pensarmos o tempo na psicanálise.

Juliano Corrêa
1 de mai. de 2023


REINVENTAR-SE - From the Sky Down, e o Achtung Baby e a Zoo TV do U2
O filme From The Sky Down, de 2011, dirigido por Davis Guggenheim, é um dos melhores que já vi sobre música. Mostra o processo de desenvolvimento do álbum do U2 Achtung Baby, de 1991, contado pelos próprios, sobre a drástica mudança que fizeram na sua sonoridade e imagem. “Produzir Achtung Baby foi a razão para ainda existirmos”, disse Bono. É delicioso ver toda a dinâmica e processo de composição da banda, da relação com a música, o interessantíssimo papel de Bono. Em um ens

Juliano Corrêa
7 de abr. de 2023
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