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JULIANO CORRÊA PSICANALISTA


O novo
Mais de uma vez eu falei aqui sobre a dificuldade que eu vejo que a maioria das pessoas têm com o novo, aquilo que é absolutamente novo (assim como o desejo de retornar a formas anteriores, o que meio que dá no mesmo).[1]Semana passada, ao abordar outra dificuldade, a de aceitar algo sem explicação,[2] eu deixei a porta aberta para esse tema correlato que há muito tempo ocupa a minha mente, desde uma forma mais geral, até uma mais específica. A parte mais geral tem inúmeras

Juliano Corrêa
há 5 dias


UMA GRANDE PEDRA NO SAPATO - Os paradoxos de Freud, parte II
I want you to notice when I’m not around You’re so fuckin’ special, I wish I was special But I’m a creep, I’m a weirdo What the hell am I doin’ here? I don’ belong here “Creep” – Radiohead Freud era um homem dividido. É dramático dizer isso; porém, ele mesmo era dramático (é só o ver intitulando o seu próprio isolamento no início da psicanálise como “esplêndido”), então, eu me autorizo. Formado firmemente nos moldes da ciência da sua época, Freud se identificava com e

Juliano Corrêa
8 de mai.


UM FREUD POSITIVISTA... MAS NEM TANTO - Os paradoxos de Freud, parte I
Segundo texto publicado do "braço" do espaço para o estudo do lugar do acaso na psicanálise.

Juliano Corrêa
5 de dez. de 2025


Saudade do futuro
Eu juro que meu primeiro impulso foi colocar o título desta crônica de “Saudade do que não foi”. Mas aí... foi inevitável eu lembrar do Neymar e daquela mensagem dele que virou meme, “saudades do que a gente não viveu”, algo assim. Ficou impossível pra mim. Ainda que o “menino Ney” tenha razão (em alguma coisa ele tinha de ter, né!). A ideia é bem essa. O título que ficou não é exatamente do que se trata, porque não é bem de uma saudade do futuro, é outra saudade, mais comple

Juliano Corrêa
2 de mai. de 2025


As mensagens apagadas
Uma vez, há muitos e muitos anos (quase que numa galáxia muito distante), enviei um e-mail para uma amiga. Era quando o e-mail era uma grande sensação ainda, não existiam as redes sociais e os aplicativos de comunicação mais instantânea (entregando a idade, né!). O problema daquele e-mail foi que... não era para ela! Eu realmente não lembro sobre o que era, nem para quem deveria ter sido encaminhado, só recordo, muito bem, que assim que foi enviado, e eu percebi que tinha sid

Juliano Corrêa
29 de nov. de 2024


Cavalo encilhado
Há um dito, acho que é gaúcho, que diz assim: “um cavalo encilhado não passa duas vezes”. O que isso quer significa? Bom, se você não é daqui do sul (bem do sul), pode estar se perguntando: “mas que porra é essa de encilhado???”. Aí, eu, um ignorante da cultura gauchesca, explico: encilhar é colocar a cinta no cavalo para poder cavalgar ou levar alguma carga. Se você, por azar meu, é um riograndense raiz e está de olhos arregalados pelo o que eu acabei de escrever, calma, por

Juliano Corrêa
15 de out. de 2024


As quatro notas
Uma vez, estava falando para o meu analista sobre um tipo de encruzilhada que eu me encontrava. Tinha a ver com a produção da minha tese: eu estava meio perdido, sem saber exatamente por onde ir, que tom usar, etc. A sensação era que eu precisava de algo novo que me desse rumo novamente, pois eu me sentia sem nenhum. Então, ele disse mais ou menos assim: “você tem que encontrar as suas quatro notas”. Parece estranho, né? Mas foi uma intervenção muito importante, tinha relação

Juliano Corrêa
24 de set. de 2024


O trabalho sobre música que ninguém escreveu
Bom, esclarecimentos iniciais: em primeiro lugar, eu realmente não sei se, de fato, esse trabalho nunca foi escrito. Eu, ao menos, nuca vi ou ouvi falar, mas minha procura não foi profunda, na verdade, eu mal procurei (inclusive, se você, por acaso, souber que esse trabalho existe, por favor me avise!). Em segundo lugar, é óbvio que eu não estou (agora pelo menos...) escrevendo esse trabalho, eu estou só lamentando ele não existir (ou eu nunca ter visto). Há pouco tempo, rec

Juliano Corrêa
31 de ago. de 2024


Eu odeio Bon Jovi (Nevermind...)
Como parece ter virado um costume meu (deve ser tentativa de viralizar isso, né!), este título é enganoso. Você que talvez seja fãzoca de Bon Jovi e cante a plenos pulmões “Living On A Prayer”, pode estar pensando: “ufa, que alívio! Você não odeia Bon Jovi”. Então, não é bem assim também. É que eu, até como um tipo de marca minha, costumava falar aos quatro ventos que o odiava. O motivo era duplo: o primeiro, meio pré-consciente, é que eu sabia a quantidade de pessoas que ama

Juliano Corrêa
14 de jun. de 2024


UM SIMPLES ERRO EDITORIAL?
Primeiro texto publicado do "braço" do espaço para o estudo do lugar do acaso na psicanálise.

Juliano Corrêa
11 de abr. de 2024


O tal movimento punk
Esta é a legítima "crônica anunciada" (mesmo que ninguém tenha lido o anúncio). O livro “Mate-me por favor: uma história sem censura do punk”, de Legs McNeil e Gillian McCain, em dois volumes, foi uma das coisas boas (tinha de ter alguma coisa boa né!) que tive no isolamento da pandemia. Eu gosto muito de ler livros sobre história (em geral) da música, de ver documentários e entrevistas, até de gente que não gosto, e este livro foi um dos mais deliciosos. Ele é todo escrito a

Juliano Corrêa
15 de mar. de 2024


O comum
Se você me acompanha um pouco, sabe que eu sempre coloco fotos e músicas associadas ao que escrevo (às vezes, só no Instagram, geralmente está aqui também – eu não coloco imagem nos textos psicanalíticos aqui... afinal, o que é a vida sem algumas manias, né? Mas é para diferenciar também). Tanto as fotos como as canções, são todas pessoais: de alguma forma, elas têm alguma relação com o que escrevi, mesmo que seja sutil e que seja (sempre) só para mim. Não tenho o menor inter

Juliano Corrêa
10 de nov. de 2023


O texto vivo
Há pouco, eu publiquei uma crônica[1] na qual, bem no início, por causa de uma simples mudança do título inicial que eu havia pensando, comentei como era interessante a sensação de que um texto vai assumindo vida própria, modificando-se e tomando seus próprios rumos, alheio à nossa vontade e/ou planejamento, como se se produzisse por si só. Isso não é, por certo, nenhuma novidade, eu mesmo já ouvi várias vezes escritores falando, cada um a sua maneira, desse tipo de coisa. Eu

Juliano Corrêa
27 de out. de 2023


A espera
“Estou apaixonado? – Sim, pois espero. O outro não espera nunca. Às vezes quero representar aquele que não espera: tento me ocupar em outro lugar, chego atrasado; mas neste jogo perco sempre: o que quer que eu faça, acabo sempre sem ter o que fazer, pontual, até mesmo adiantado. A identidade fatal do enamoramento não é outra senão: sou aquele que espera”. (Foi assim que eu comecei este texto, “A espera”, publicado em 2006 (veja só...) no Boletim Informativo do CEP (onde fiz

Juliano Corrêa
29 de set. de 2023


A REGRESSÃO
Primeiro texto publicado do braço do tempo para o projeto de estudar a possibilidade do acaso na psicanálise.

Juliano Corrêa
5 de set. de 2023


O bebê
Todos nós já tivemos dias ruins. Eu mesmo já tive vários! Sinto-me mal em falar do que irei. Não é pela exposição, importava-me muito mais com isso quando era mais novo. É porque “vozes na minha cabeça” estão dizendo: “tu estás falando de um dia ruim vivendo na zona sul e indo na praia, quando pessoas estão morrendo de fome (e de outras coisas), sofrendo para valer, ralando o cú para trabalhar (e isso se conseguirem um trabalho), etc.”. E eu concordo com as vozes. Concordo mu

Juliano Corrêa
11 de ago. de 2023


A noite mais feliz da minha vida
Quem me lê, sabe que sou dramático; também sabe da minha questão com títulos, de querer criar bonitos, querer impactar, e nem sempre serem exatos ao que eu escrevo, pois podem ser um exagero. Este é mais um caso desses: tenho alguma dúvida se foi a noite mais feliz... mas é uma principal concorrente. The Police, banda formada por Sting (vocal e baixo), Andy Summers (guitarra) e Stewart Copeland (bateria), surgiu em 1977, em pleno no “movimento” punk, ainda que eles fossem mu

Juliano Corrêa
28 de jul. de 2023


PSICANÁLISE ONTOLÓGICA E ACASO - um prelúdio
Um tipo de apresentação geral para o estudo que vamos desenvolver sobre a possibilidade do acaso na psicanálise.

Juliano Corrêa
18 de jul. de 2023
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